set/10

8

2º Fórum de Bem Estar Animal de Nova Friburgo

Imagem1

Nenhuma tag Hide

set/10

8

O custo de uma salada embalada

“No que se refere aos alimentos, aquilo que pode parecer uma renúncia pode ser, ao invés disso, uma vantagem.”

A análise é de Carlo Petrini,presidente e fundador do movimento Slow Food, em artigo para o jornal La Repubblica, 31-07-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Quando os italianos sentem a crise, os dados estatísticos nos dizem pontualmente que o primeiro consumo que é cortado é a comida: menos 3% de verduras, menos 1,5% de óleo, menos 10% de carne. Desperdiçam-se cifras negativas. Primeiro, acolhemos a notícia com preocupação e tristeza, mas o dado bruto deve ser examinado profunda e criticamente. Seria preciso perguntar-se “como” os italianos estão acostumados a gastar com alimentos, e não apenas “quanto”.

Existem diversos modos para viver bem, também em tempos de crise – muito acima de uma banal e insossa existência como “consumidores” –, até economizando algum dinheiro. É também verdade que, apesar do fato dos preços dos produtos agrícolas italianos estarem no nível mais baixo de sempre, reduzindo os agricultores a trabalhar quase todos com perdas, no detalhe os preços parecem não cair mais. É um pouco como a gasolina: sobe quando o barril de petróleo sobe, mas depois, quando a matéria-prima custa menos, não há reduções. Seguramente, existe a necessidade de preços mais justos para todos, mas reflitamos sobre por que, enquanto isso, nós continuamos impassíveis com opções de compra não sustentáveis, nem para o meio ambiente, nem para os bolsos.

Por exemplo, a salada de “quarta gama”, isto é, aquela já lavada, cortada, embalada em potes ou sacos e pronta para o uso, custa de seis a sete vezes mais do que a que é comprada fresca no mercado.

É um setor em crescimento contínuo há pelo menos dez anos, que gera margens de ganho conspícuos às empresas produtoras. Na Itália, alcançamos a segunda posição na Europa em vendas de quarta gama. No supermercado, essas saladas são encontradas a partir de cerca de 7 euros por quilo, embora não seja tão difícil o preço subir depois. Depende se há mais tipologias de saladas misturadas, ou a complexidade das embalagens para manter separados os diversos componentes. A embalagem tem seu custo.

Depois, talvez coloquem-nos variedades um pouco mais caras, e o preço sobe, embora, na realidade, o valor é discutível, porque as saladas de quarta gama são todas obtidas com variedades selecionadas e cultivadas propositalmente para satisfazer os procedimentos industriais necessários.

Enfim, mesmo que se trate de chicória, sempre é uma chicória também de “quarta gama”. Enfim, existe a variedade vegetal: vi nos supermercados duas saladas embaladas, iguais em todos os ingredientes, exceto que, em uma das duas, havia cenouras cortadas em pedaços. Pois bem, esta última custava 25 centavos a mais na embalagem de 200 gramas. Por quilo, chega a 1,25 euro. Esse seria o preço de um punhadinho de cenouras, que nem chegam a uma inteira, cenouras que são pagas a 9 centavos por quilo para o agricultor?

Sete euros por quilo por uma salada! E atenção: nós a compramos já pronta para economizar tempo, mas muitas vezes acabamos lavando-a novamente, porque não confiamos nas “atmosferas modificadas” em que são produzidas.

Mas não é só a salada: vi uma embalagem de massa pré-cozida com molho basílico e mussarela a quase três euros por um par de porções. Deve ser fritada por cerca de sete minutos. Se faço as contas, com duas porções de massa ao molho basílico e mussarela cozida com os ingredientes frescos, gasto a metade e, para fazê-la, gasto cerca de dez minutos, o tempo de cozimento da massa, enquanto preparo o molho.

À parte o fato de que eu desconfio de qualquer pessoa que me diga que aquela massa pré-cozida e congelada é melhor do que uma preparada na hora, por que tantas pessoas fazem essas escolhas ilógicas, apesar da crise? Lamentamo-nos de que a comida é cara, mas uma vez diante das prateleiras do supermercado deixamos de lado o raciocínio e pagamos sem nem piscar os olhos. Pagamos, convictos de que ir ao mercado do hortifrutigranjeiro ou do agricultor nos leve muito tempo, que lavar a salada nos leve muito tempo, que cozinhar matérias-primas simples nos leve muito tempo. Tempo precioso, que somos dispostos resignadamente a pagar, e pagar caro.

Mas esses minutos, essa horinha diária economizada, não valem verdadeiramente o nosso dinheiro? Esse tempo livre diário, como o empregaremos? Em atividades recreativas, relações interpessoais satisfatórias, enriquecimento dos próprios interesses culturais? Não acredito. Parece-me mais difundido o hábito de se isolar diante de uma tela, de TV ou de computador, afundados na nossa preguiça mental rotineira.

Para alguns, o tempo “liberado” serve até para trabalhar mais. Mais dinheiro dá a possibilidade de satisfazer necessidades fictícias, de comprar objetos inúteis, dentre os quais até comida pré-pronta. Nunca como hoje, talvez, a humanidade do Ocidente teve potencialmente tanto tempo livre à disposição, mas ele é vivido como um recipiente a ser preenchido, planejando de forma consumista atividades, encontros, aquisições, para enganar o vazio que nos dá medo.

Mas voltemos à estatística alarmante da queda dos consumos alimentares como sinal de piora das condições econômicas. Um dos dados mais enfatizados refere-se à carne. “Queda no consumo de carne”: isso é evidenciado como se fosse uma coisa preocupante, mas não é verdade. Porque, sim, comemos muita carne, segundo os nutricionistas. E além disso as criações intensivas têm consequências ambientais assustadores. Para produzir um quilo de carne, são necessários mais de 15 mil litros de água, e de um lado da fila estão monoculturas de cereais para a ração insustentável, tanto do ponto de vista energético, quanto ambiental. Do outro, dejetos poluidores para solos e camadas aquíferas, além de emissões excessivas de gás metano e de CO2, responsáveis pelas mudanças climáticas. Se todos no mundo comessem os cerca de 90 quilos per capital que um italiano consome em média, o planeta entraria em colapso.

O fato de que se come menos carne deveria ser considerado um dado positivo. Em todo o momento de crise, também nas passagens dolorosas, pode haver uma oportunidade nova. O exemplo mais evidente é justamente o da possibilidade de mudar os nossos consumos alimentares. Sem renunciar às nossas necessidades energéticas e nem às gratificações que a comida pode nos dar, ou melhor, ganhando em saúde.

Privilegiar a aquisição de matérias-primas simples de cozinhar nos dá a possibilidade de economizar, assegurando-nos uma maior qualidade e frescor. Lembremos que é justamente o frescor dos alimentos que nos garante uma relação ideal de nutrientes. A ausência ou a quase ausência de manipulação e de acréscimos é o modo mais fácil para reconhecer a qualidade de um alimento. Procurar canais alternativos para a despensa, diretamente do produtor ou nos mercados agrícolas, é um outro modo vantajoso para mudar de hábitos.

Por fim, existe o desperdício. Não é o caso de se alongar muito: aquelas 4 mil toneladas por dia de alimentos ainda utilizáveis que são jogados no lixo na Itália falam por si mesmas e exigem vingança. Sabe-se lá quantas saladas de quarta gama, que venceram nas prateleiras do supermercado, ou que murcharam em nossas geladeiras, concorrem para atingir a quantia de 4 mil toneladas.

Enfim, a crise certamente nos coloca diante de grandes dificuldades, no campo do trabalho, por causa da falta de recursos financeiros, o corte de serviços essenciais, as consequências sempre mais pesadas para a degradação ambiental. Dedicamos a esses problemas as estatísticas alarmantes. No que se refere aos alimentos, pelo contrário, mudamos o olhar: aquilo que pode parecer uma renúncia pode ser, ao invés disso, uma vantagem.

Fonte: Slow Food

Nenhuma tag Hide

Considerado pelo jornal The Guardian uma das 50 pessoas que podem salvar o planeta, o fundador do movimento Slow Food esteve no Brasil para disseminar a importância da agricultura sustentável e das culturas locais – acredite ou não, isso pode até salvar o planeta.

(mais…)

, Hide

mar/10

18

Dil Marcio

BBB da saúde: Boa alimentação, Boa forma e…Bom humor!

Nenhuma tag Hide

mar/10

18

Rosangela M. S. Caetano

Bom passar um sábado juntos à natureza.

Nenhuma tag Hide

mar/10

18

Magda e Márcia 12 de abril de 2009

Muito obrigado por este dia tão agradável.
O espaço é ótimo e as comidinhas maravilhosas
Parabéns e sucesso.

Nenhuma tag Hide

mar/10

18

David e Izabel (Bel), 07 de março de 2009

Parabéns!

Almoço maravilhoso, há  muito tempo não comíamos tão bem.

Parabéns também pelo trabalho!

Nenhuma tag Hide

Do Brasil, sete novos passageiros embarcam na Arca do Gosto (content/view/27/45/) do Slow Food: o berbigão, a cagaita, o cambuci, o licuri, a mangaba, a ostra de Cananéia e o pequi. A Arca do Gosto é um projeto do movimento internacional Slow Food que identifica, localiza e divulga sabores quase esquecidos de produtos ameaçados de extinção, mas ainda vivos, com potencial produtivo e comercial. O objetivo é documentar produtos gastronômicos especiais, que correm o risco de desaparecer. Desde o início da iniciativa, em 1996, mais de 750 produtos de dezenas de países foram integrados à Arca. Para ser incluído, o alimento precisa ter qualidades gastronômicas, ligação com a área geográfica local, ser produzido artesanalmente e de forma sustentável e estar em risco de extinção. Com os novos integrantes, a Arca do Gosto conta agora com 21 produtos brasileiros. Conheça os novos integrantes brasileiros da Arca. (content/category/6/19/59/)

Nenhuma tag Hide

nov/09

10

Sábado e Domingo, 14 e 15 de Novembro 2009

out/09

14

Risoto de Tofu e Ervas

Ingredientes

  • 1 e 1/2 xícara de arroz
  • 2 xícaras de tofu picado
  • 4 colheres (sopa) de shoyu
  • 4 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 1 cebola picada
  • Folhas de 1 maço médio de ervas frescas (salsinha, cebolinha e manjericão) bem picadas
  • Sal a gosto

Preparo
Lave o arroz e deixe escorrer numa paneira. Coloque no liquidificador o tofu, o shoyu e 3 xícaras de água e bata até ficar homogêneo. Transfira a mistura para uma panela e leve ao fogo até ferver. Mantenha aquecido. Leve ao fogo uma panela com o azeite de oliva e a cebola. Refogue, mexendo de vez em quando, até a cebola dourar levemente. Acrescente o arroz e frite, sem parar de mexer, por 5 minutos, ou até ficar brilhante e com os grãos unidos. Adicione, aos poucos, mexendo de vez em quando, o creme de tofu fervente. Mexa bem no fundo e nas laterais da panela. O arroz deve ficar al dente e quase sem líquido. No final do cozimento, antes de colocar a última concha de creme de tofu, adicione as ervas. Misture com cuidado, acerte o sal, retire do fogo e sirva.

Risoto-de-Tofu-e-Ervas

Rendimento: 4 porções

Fonte: Revista Água na Boca

Hide

« Anterior

Próxima Página »


Warning: is_executable() [function.is-executable]: open_basedir restriction in effect. File(/usr/local/bin/curl) is not within the allowed path(s): (/home/httpd/vhosts/trilhasdoaracari.com/httpdocs:/tmp) in /home/httpd/vhosts/trilhasdoaracari.com/httpdocs/wp-includes/class-snoopy.php on line 202